Governo do Distrito Federal
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30/08/19 às 16h05 - Atualizado em 30/08/19 às 16h06

Estação Cerrado

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A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) realizou, na tarde desta quinta-feira (29/8), mais uma edição do Estação Cerrado. Promovido em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF (Secti), com a Secretaria de Obras do DF (SODF), com o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-DF), com o Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico (Codese-DF), com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), com a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) e com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CICB), o evento contou com palestras de Anderson Alvarenga (DNIT), de Ricardo Ferreira (Verko Engenharia) e Wilton Catelani (consultor estratégico em BIM) que detalharam o funcionamento da metodologia, suas vantagens e mostraram os resultados da adoção de BIM em organizações públicas e privadas.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF destacou a importância do setor da construção civil para a economia e falou da necessidade da evolução tecnológica na área para garantir o desenvolvimento mais rápido e seguro. “A melhoria e otimização dos processos de planejamento e execução de obras por meio da adoção das tecnologias de BIM podem reduzir custos e aumentar receitas em curto espaço de tempo. Pode facilitar, ainda, a vida dos contratantes de obras, em especial do setor público, e não é à toa que, a partir de 2021, a legislação federal exigirá a adoção dessas tecnologia por parte das empresas que buscam contratar com o Estado. Para que isso aconteça, acima de tudo precisamos de profissionais qualificados em grande quantidade. Precisamos incluir os desempregados que, hoje, no DF, são mais de 19%. Temos um longo caminho pela frente, mas estamos avançando aos poucos. A Secti, juntamente com a FAPDF, está lançando um projeto inovador na área de melhoria de processos, inserção de novas tecnologias nas empresas e qualificação tecnológica profissional, tudo isso como estratégia integrada e que será implementada em parceria com as entidades representativas do setor produtivo. Por determinação do nosso governador, Ibaneis Rocha, nós faremos de Brasília a primeira cidade totalmente inteligente do Brasil e da América Latina”, afirmou Gilvan Máximo.

O presidente da FADF também acredita da inovação como alternativa para enfrentar a crise e transformar a matriz de desenvolvimento do DF e do Brasil. “É muito importante o país ter um modelo de desenvolvimento de alto valor agregado se estamos vivendo um momento de crise nesse país, a solução passa por investir em ciência, tecnologia e inovação e nós estamos aqui na casa de quem mais agrega valor ao PIB do DF que é a casa da construção civil. Então, para a FAPDF fomentar inovação é também e, principalmente, fomentar inovação nessa área. Queremos cada vez mais utilizar os recursos de fomento para o enfrentamento dos grandes desafios do DF. Isso é um grande desejo do governador Ibaneis Rocha e isso significa investir fortemente em tecnologia associada à construção civil. Estamos desenhando uma série de iniciativas de pesquisas, de fomento, laboratórios e equipamentos com recursos da CT&I para qualificar esse nosso ambiente de construção civil. Queremos ter o melhor espaço de produção de inovação na construção do Brasil aqui”, destacou Alexandre Santos.

Izídio Santos Júnior, secretário de Obras do DF, também ressaltou a atuação da FAPDF no desenvolvimento de projetos que buscam a modernização da gestão das obras e construções na capital federal: “nós entendemos que o investimento em tecnologia, em projetos, não é a melhor saída para termos boas obras e contratos, mas sim a única saída. Então buscamos, através da Secti e da FAPDF e desenvolvemos dois projetos, entre eles um para inspeção de pontes e viadutos. Nós avançamos muito e estamos buscando dotar a cidade de profissionais com capacidade técnica para realizar esse trabalho. O segundo projeto muito importante é o BIM que entendemos que a implantação dele de forma integrada no governo é essencial e contamos com a expertise da FAPDF para avançar nessa implementação”.

 

 

 

 

Já o presidente do Sinduscon-DF, Dionysio Klavdianos, enfatizou a importância da parceria com a FAPDF para efetivar projetos que tragam melhorias dos processos de trabalho e da prestação de serviços: “estamos muito felizes em trabalhar em parceria com todos esses órgãos e instituições e de estar aqui hoje debatendo a metodologia BIM que tem demonstrado todo o seu potencial nos nossos processos de trabalho. Devemos também todos trabalhar para o investimento cada vez mais efetivo dos recursos da FAPDF e nós parabenizamos a Fundação e os demais co-realizadores do evento de hoje, a nossa casa está sempre aberta para eventos como esse e tenho certeza que todos vamos aprender muito com os palestrantes de hoje”.

A vice-presidente da FAPDF falou sobre a atuação da Fundação voltada para ampliar e qualificar o diálogo entre os diversos setores da sociedade e afirmou que o Estação Cerrado e o desenvolvimento dos projetos em parceria com os diversos órgãos e entidades envolvidos no evento são a comprovação do sucesso da atuação em parceria. “Desde o início temos como objetivo promover essa triangulação entre academia, governo e setor produtivo e temos levado isso muito a sério. Esse evento é uma marca, porque até então temos dialogado muito com o setor acadêmico e hoje trazemos o setor produtivo para essa conversa e é muito importante porque o BIM será obrigatório a partir de 2021 e nós queremos todos os agentes interagindo e deixando tudo muito bem alinhado para essa nova fase”, concluiu Elisabete Lopes.

 

 

 

Benefícios – Quem já utiliza a metodologia BIM não esconde as funcionalidades e melhorias que a ferramenta proporciona. O servidor Filipe Berbert Miranda, participou do evento como representante do DER-DF e afirmou que os processos de trabalho já apresentam evolução por lá: “nós estamos implementando o BIM por completo. Facilita muito nosso trabalho dentro dos projetos porque conseguimos nos comunicar efetivamente entre as diversas áreas e, assim, reduzimos ruídos.

Entre outras funcionalidades, BIM permite trabalho simultâneo e integrado entre todos os profissionais envolvidos em um projeto e em todas as fases da obra, facilita a tomada de decisões, permite aplicação de técnicas de realidade virtual para visualização completa das construções, além de proporcionar redução de desperdícios e erros, correção de rumos e elevar a transparência nos processos de licitação, aquisição, construção e manutenção de obras e edificações.

O diretor da Novacap afirmou que a instituição tem obrigação de se adequar à nova metodologia e que já conta com profissionais trabalhando no projeto de implantação. “Eu acredito que todos os países do mundo que fizeram investimento na educação, na ciência e no desenvolvimento conseguiram alcançar patamar de primeiro mundo e o Brasil está caminhando nesse sentido. O governador Ibaneis fez grandes investimentos nessa área e certamente vamos todos fazer o dever de casa e caminhar para esse desenvolvimento. Garantimos que a Novacap vai se integrar totalmente a esse novo modelo, estamos com as portas abertas e juntos vamos construir um novo futuro para Brasília.

Para o diretor de Negócios, Ciência, Tecnologia e Inovação da Biotic S.A., subsidiária da Terracap responsável pelo projeto de implantação do Parque Tecnológico de Brasília também ratificou o potencial da metodologia BIM para garantir a qualidade e a sustentabilidade das obras públicas. “O Biotic é um projeto de desenvolvimento imobiliário que tem como cerne a inovação e a inovação na construção civil, não só do ponto de vista arquitetônico e construtivo, mas também de seu planejamento e acreditamos que o BIM é fundamental. O governo enquanto indutor desse processo deve observar o uso do protocolo em todas as obras”, declarou Leonardo Reisman.

 

Fonte: FAP-DF

Fotos: Ascom- Secti