Governo do Distrito Federal
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19/05/17 às 18h43 - Atualizado em 8/11/18 às 16h45

Entrevista com Secretário Adjunto, Espedito Henrique

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espedito

Uma nova Secretaria para o cidadão e o empresário do DF

Alexandre Jardim

Por que a Secretaria teve que ser reformulada?

Quando nós chegamos aqui, no início do mês de abril, encontramos uma Secretaria com necessidades de ajustes na sua funcionalidade. Era uma Secretaria com determinados órgãos sem uma função muito clara. Então, com a determinação e colaboração do secretário Valdir Oliveira, nós desenhamos uma estrutura orgânica mais ágil, para apresentar respostas mais rápidas e que fosse mais racional sobre o ponto de vista da administração pública. Para isso, fizemos a reestruturação, que deve estar sendo publicada na próxima semana (22 a 26/5), no Diário Oficial. Depois dela, O Distrito Federal terá uma Secretaria mais enxuta. Nós vamos ter uma quantidade menor de pessoas trabalhando aqui, mas sem deixar a qualidade do serviço cair. A gente está investindo na qualidade do serviço, tornando a Secretaria mais rápida, mais ágil nas respostas que ela tem que dar à sociedade.

Pode se afirmar que a Secretaria dará um melhor retorno à população?

Com certeza, com certeza absoluta! Nós estabelecemos três subsecretarias definidas neste sentido. Uma subsecretaria para cuidar das áreas de apoio ao desenvolvimento econômico; uma subsecretaria que vai cuidar da relação com o setor produtivo; e nós temos uma outra subsecretaria que vai cuidar dos programas de incentivos econômicos. Além dessas três, existe um legado do passado, que precisa ser administrado, e também com a propositura de soluções para esses programas e que toda Secretaria de Estado tem: uma subsecretaria de área meio, que é, no caso, a SUAG.

Há preocupação com resultado baseado na eficiência da nova equipe?

Certamente. O resultado que essa gestão pretende apresentar para a sociedade e para o governo do Distrito Federal é a solução de problemas antigos que não tinham tratamento adequado. Uma das bandeiras que o secretário Valdir trouxe quando assumiu a Secretaria de Economia e Desenvolvimento Sustentável foi apresentar para as Áreas de Desenvolvimento Econômico (ADE’s) uma situação melhor no que diz respeito à infraestrutura. Nós temos aqui o Programa Procidades, que tem um investimento internacional de US$ 74 milhões e este dinheiro tem que ser usado, por contrato, no aperfeiçoamento de nossas áreas de desenvolvimento econômico e também no desenvolvimento de nossos pequenos e médios empresários. Nós vamos colocar para rodar, aliás, já começamos, com a assinatura das primeiras licitações.

Falando de números, o que significa em valores a redução da Secretaria prevista para entrar em vigor a partir do próximo mês?

Nós recebemos uma Secretaria com 221 servidores, sendo 191 servidores comissionados. Nós fizemos uma redução no quadro de servidores comissionados para 162 servidores. Isso vai representar uma economia na ordem de 5% no que diz respeito a valores e a aproximadamente 15% no que diz respeito a cargos. Nós já devolvemos para o gabinete do governador cargos comissionados que nós não vamos utilizar – esses 5% – e vamos ficar, no final, entre comissionados e não comissionados, com cerca de 170 pessoas trabalhando.

Qual o papel da nova SEDES? Como ela deverá ser vista?

A nossa Secretaria é a Secretaria de Economia e Desenvolvimento Sustentável do Distrito Federal. O nosso papel aqui é exatamente este: fomentar o desenvolvimento econômico e sustentável do Distrito Federal. Se a gente conseguir fazer com que os empresários do Distrito Federal tenham condições de oferecer mais empregos e a melhoria na rede de atendimento da população do DF, nós estaremos plenamente satisfeitos com a realização do nosso trabalho.

Como o novo secretário, com cabeça empresarial, poderá contribuir com este formato de administração privada para a nova Secretaria?

O secretário Valdir tem essa característica de iniciativa privada. Ele trabalha com metas e resultados e isso para o serviço público é muito importante. O serviço público, hoje, é muito “engarranchado” com os meios e o secretário traz a visão finalística, ele quer o resultado concluído. Ele vem com a característica de ser um motor, trabalha bastante, tem bastante entusiasmo pelo trabalho e isso tem nos entusiasmado. Nós pretendemos entregar com rapidez os resultados que ele propôs.

Dentro desses resultados esperados, uma das metas é a geração de empregos, e em quais setores essa geração poderá ocorrer?

Bom, nós temos hoje no Distrito Federal mais de 322 mil desempregados. O serviço público já não consegue mais oferecer vagas como conseguia no passado. A nossa solução está na iniciativa privada, no empresariado. O nosso papel aqui não é direcionado para nenhum tipo de atividade empresarial específica, mas para o desenvolvimento do ambiente empresarial do Distrito Federal como um todo. A nossa Secretaria está voltada pra isso, está dedicada para esse trabalho e as nossas ações têm esse objetivo final: a geração de emprego e renda para a população da Distrito Federal.

Toda meta tem prazo e serão um ano e oito meses para o final do governo. Em quanto tempo a Secretaria pretende apresentar os primeiros resultados diante do que foi planejado?

Pois é …é por conta do nosso tempo aqui de um ano e oito meses que nós não estamos dormindo. Então, o trabalho tem sido diuturno, não tem final de semana, não tem feriado. Essa é uma característica da iniciativa privada. O secretário impôs esse mesmo ritmo aqui. Os resultados têm que ser rápidos, a sociedade não pode esperar. Para quem está desempregado, um dia faz muita diferença. Nós começamos a entregar alguns resultados. Já foram lançadas as primeiras licitações para o desenvolvimento da infraestrutura da ADE do Polo JK. Tem uma outra que está no forno pra ser também liberada, que é a ADE de Ceilândia, voltada para o setor de material de construções e também uma de treinamento dos empresários através de uma parceria que a Secretaria pretende implementar com o Sebrae. Essas coisas já estão acontecendo, os resultados já estão aparecendo e o meio empresarial já está vendo isso. O meio empresarial olha para o futuro com uma pontinha de esperança que não tinha até pouco tempo atrás. Então, a gente precisa dar uma virada nessas expectativas que antes eram ruins, agora começam a melhorar. A expectativa é um instrumento que a política econômica também usa pra poder começar a gerar resultados. É preciso ter expectativa. O empresário com expectativa ruim não vai investir no futuro. O empresário que vislumbra no futuro uma possibilidade, ele começa a investir agora. Então, eu diria que os resultados já começam a ser implementados.